ENTREVISTA: COMO É PILOTAR NA ÁSIA?

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Como piloto expatriado, residindo desde 2013 em Ho Chi Minh (Vietnã), o comandante Roger Dias de Paula Rosa tornou-se uma excelente fonte de informação para colegas brasileiros interessados em pilotar na Ásia. Ele representa a empresa recrutadora Jetwork e esteve esta semana no Brasil apresentando um panorama do mercado de trabalho e da vida dos brasileiros que pilotam na China continental e em Hong Kong. Confira a entrevista que fizemos com ele.

Quais as principais dúvidas que surgem entre os interessados em pilotar na Ásia?
Cmte. Roger: Como brasileiros, possuímos características bem específicas e particulares. Nada mais natural do que procurar saber se estas características encontrarão receptividade ou compatibilidade em uma eventual mudança de país. Nesse contexto, questões sobre a vida cotidiana, vida social, lazer, moradia, escola, saúde e segurança se tornam naturais. Ambiente de trabalho e relacionamento interpessoal também são alvo de curiosidade.

Há muita diferença entre as companhias para as quais a Jetwork recruta?
Cmte. Roger: A Jetwork hoje recruta oficialmente para três empresas, sendo duas da China continental (Hainan Beijing Capital e Qingdao Airlines) e uma de Hong Kong (Hong Kong Airlines). Existe uma grande diferença entre China continental e Hong Kong. É uma diferença cultural, política e econômica, que se reflete nas empresas. A Hong Kong Airlines, porta a bandeira da cidade considerada a Nova York da Ásia, oferece oportunidades para comandantes e copilotos expatriados. Na China propriamente dita, Hainan Beijin Capital e Qingdao Airlines oferecem ótimas oportunidades para comandantes em diversas bases no continente, litoral e na ilha de Sanya.

Que perfil de pessoa mais se adapta ao trabalho no Oriente?
Cmte. Roger: Trabalhar na Ásia exige, acima de tudo, uma “cabeça aberta”. É preciso estar aberto a novas experiências e receptivo a uma cultura milenar, mas que é nova para nós. O caminho é entender que o elemento a ser mudado e adaptado é você mesmo, e não os habitantes locais. Importante compreender que nós somos os visitantes, e um bom visitante sempre respeita seu anfitrião e colabora com ele.

Teria mais alguma dica ou comentário a fazer?
Cmte. Roger: O domínio do idioma inglês (leitura, escrita e fala) é imprescindível tanto na vida social quanto na carreira aeronáutica. Completa o pacote uma preparação técnica robusta envolvendo conhecimento teórico pertinente ao processo seletivo almejado, assim como a prática do voo manual, dispensando o automatismo sempre que possível. Vale também ressaltar a importância da escolha de uma agência de recrutamento que atenda suas expectativas e proporcione um acompanhamento e suporte adequado e a altura do desafio.

Saiba mais: www.jetwork.net