BALÕES: UM ANO DO REBAIXAMENTO DO ESPAÇO AÉREO – E O PROBLEMA PERSISTE

No próximo sábado, dia 22 de abril, completa-se um ano da decisão da Federação Internacional das Associações de Pilotos de Linhas Aéreas (IFALPA) de rebaixar oficialmente o espaço aéreo brasileiro à condição “black star” (saiba mais sobre isso clicando aqui: https://goo.gl/qhHkDP).
O motivo dessa atitude da IFALPA é o crescente risco dos balões não tripulados (também chamados de balões festivos ou juninos) para a aviação civil.
Aquilo que, antigamente, era uma atividade prosaica, calcada em pequenos e inofensivos artefatos de alguns centímetros de tamanho, converteu-se ao longo do tempo em uma atividade perigosa, levada a cabo por grupos organizados que constroem balões com dezenas de metros, carregando estruturas metálicas de centenas de quilos, botijões de gás, armações de fogos de artifício e bandeirões gigantes.
Os balões atuais representam um risco real para os aviões. Nos últimos anos, tivemos diversos quase-acidentes. E a tendência é de piora, já que a atividade dos baloeiros se espalha a olhos vistos, com a anuência das autoridades.
As associações que representam pilotos de aviões e a Polícia Militar Ambiental de São Paulo têm sido vozes solitárias no combate ao perigo baloeiro. E é para mudar esse quadro que constantemente convocamos a sociedade civil a colaborar. Soltar balões é crime. Denuncie pelo telefone do Disque-Denúncia de sua cidade.
E, aos pilotos, reforçamos a necessidade absoluta de fazer os devidos reportes de avistamentos de balões. Sem eles, não há como embasar o trabalho contra esse fator de risco que nos coloca entre os espaços aéreos mais perigosos do mundo segundo a IFALPA.